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Somos Lapa
Lapa, Rio de Janeiro
2026

Serviços
Arquitetura e Fachada
Incorporação
Piimo Empreendimentos Imobiliários
Endereço
Rua Riachuelo, 97
Fotografia
Studio Vir
Equipe de projeto
Fernando Costa · André Caterina · Carla Felix · Daniel Osório · Luiza Vallone · Maria Luísa Gouveia · Gabriel Perri · Natalia Nespoli
O Somos Lapa nasce da relação entre permanência e transformação no centro do Rio. Inserido na Rua Riachuelo, o projeto propõe uma arquitetura que dialoga com a memória urbana da Lapa ao mesmo tempo em que responde às dinâmicas contemporâneas da cidade. O projeto atende a diferentes perfis de usuários com soluções eficientes e bem resolvidas de apartamentos studios, quarto e sala e dois quartos.
A volumetria parte de um volume sólido esculpido por um vazio central que assume um papel fundamental na organização espacial. Além de levar iluminação e ventilação aos pavimentos internos, ele cria respiros visuais e relações cruzadas entre os ambientes.
O acesso principal irradia para a rua, a partir de vidros translúcidos que reforçam a conexão entre edifício e cidade e trazendo continuidade à dinâmica urbana característica da Lapa. Ao adentrar o espaço, o lobby foi pensado como um espaço de permanência e encontro, se destacando pela sua amplitude e integração com o jardim central do projeto, o que qualifica a chegada ao edifício.
Os espaços comuns ampliam o uso do edifício para além das unidades, incentivando a convivência e permanência. Assim como no térreo, a cobertura com áreas de uso comum amplia o uso da edificação para além das unidades, proporcionando espaços de convivência e permanência.
A composição da fachada enfatiza ritmo, repetição e modulação, utilizando a própria estrutura como expressão arquitetônica, o que destaca os pavimentos superiores do embasamento. A alternância entre cheios e vazios cria profundidade e movimento, e as cores e texturas escolhidas suavizam a escala do conjunto, tendo como resultado uma presença sóbria e atemporal.
A materialidade do projeto reforça sua intenção arquitetônica. Tons neutros, texturas delicadas e elementos naturais compõem uma linguagem duradoura, alinhada ao caráter histórico e cultural do entorno. A vegetação aparece como elemento estruturador dos espaços coletivos, contribuindo para conforto e para a criação de atmosferas mais acolhedoras no cotidiano do edifício.

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